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01 de setembro de 2016 11:01

Mercado de trabalho vive círculo vicioso

papo empresarial com sergio nigro

Por Papo Empresarial

sergio nigro banner sombra

desemprego

O mercado de trabalho do país vive um “circulo vicioso”, com perda do poder de compra, queda da população ocupada, do trabalho com carteira assinada e em uma situação de estagnação onde nem mesmo o mercado informal consegue mais absorver os trabalhadores que perderam emprego.

A afirmação é do coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, ao comentar os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), indicando que, no trimestre encerrado em julho, a taxa de desocupação chegou a 11,6%, a maior da série histórica iniciada em 2012, o equivalente a 11,6 milhões de desempregados.

Os números da Pnad Contínua de maio, junho e julho refletem o “cenário econômico conturbado” vivido pelo país e os “seus reflexos no mercado de trabalho”.

O mercado de trabalho brasileiro está em pleno círculo vicioso, com perda do poder de compra, queda na população ocupada, com grupamentos importantes apresentado redução em seu contingente de trabalhadores e da qualidade do emprego, que se reflete no número de pessoas trabalhando com carteira assinada, que recuou quatro anos atrás.

Em sua análise dos números da Pnad Contínua, Cimar Azeredo ressalta o fato de que a população ocupada, que fechou o trimestre em 90,5 milhões de pessoas, voltou ao nível do primeiro trimestre de 2013, o mesmo acontecendo com o rendimento médio real habitualmente recebido pelo trabalhador, que encerrou julho em R$ 1.985 – uma queda de 3% em relação aos R$ 2.048 pagos no mesmo trimestre do ano anterior.

Os dados mostrados pela Pnad Contínua não são favoráveis.

O rendimento continua em queda, grupamentos de atividades como a indústria, continuam a apresentar redução expressiva e está menor em relação ao ano passado em cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho.

O país encontra-se em “um processo recessivo” onde a situação do mercado de trabalho não se mostra em uma situação favorável.

Era esperado que a taxa de desocupação apresentasse um relaxamento [nesta última divulgação], que caísse ou ficasse no mínimo estável, mas isto não aconteceu e ela atingiu seu nível mais alto: 11,6%”.

E isso se deu principalmente em função do aumento significativo do contingente de pessoas procurando trabalho, ou seja, o número de desocupados aumentou e é hoje o mais alto da série, com o número de pessoas trabalhando voltando ao patamar de 2013.

Os dados divulgados pelo instituto indicam que a população ocupada hoje é de 90,5 milhões de trabalhadores.

Com relação ao trabalho formal, a situação também não é favorável e o número de trabalhadores com carteira assinada continua caindo e chegamos a um patamar que volta a 2012 no início da série da Pnad Contínua.

O fato de que o mercado informal do país já não consegue absorver com a mesma facilidade de antes o trabalhador que perde seu emprego.

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