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23 de julho de 2015 09:51

Mobilidade urbana é desafio para as empresas

Por Papo Empresarial

sergio nigro banner sombra

mobilidade urbana

Os transportes têm grande impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas e, quando problemáticos, custam caro à sociedade

As duvidas levantadas nas ruas das grandes cidades brasileiras têm muita relação com o desenvolvimento sustentável da sociedade que tanto almejamos. Mais do que o aumento de centavos na tarifa do transporte público, o que está em questão é a mobilidade, um direito dos cidadãos.

Estamos vivendo hoje as consequências de políticas públicas equivocadas e da falta de planejamento para o desenvolvimento das cidades.

Na década de 1950, a população brasileira urbanizada era da ordem de 36%, mas atualmente, chega a 84%, e a previsão é alcançarmos 92% até 2050.

Há, portanto, um grande desafio para que possamos promover o desenvolvimento dos negócios nas cidades buscando o equilíbrio entre os aspectos econômicos, a felicidade das pessoas e a harmonia com o meio ambiente.

As manifestações da sociedade nos lembram de que o Plano Nacional de Logística e Transportes e a Política Nacional de Mudança do Clima contemplam a redução de fretes por rodovias e o investimento em modais de transportes mais eficientes, do ponto de vista energético e ambiental.  Além disso, prevê que o transporte ferroviário salte da atual marca de 25% para 32%, e o aquático, de 13% para 29% nos próximos 15 ou 20 anos.

Se cumprirmos as propostas e as metas anunciadas, reduziremos a pegada ecológica da destruição dos produtos que chegam às cidades todos os dias, além, é claro, de contribuir com a mobilidade das pessoas, sem perder de vista a questão econômica. Tais mudanças necessariamente deverão contribuir para a redução dos custos de tais produtos de forma a beneficiar a todos. Hoje, o brasileiro deseja produtos e serviços que tenham a inovação como valor e a visão de um mundo mais sustentável como compromisso.

As tarifas dos transportes brasileiros, a exemplo da cidade de São Paulo, estão entre as mais caras do mundo e seguem no sentido contrário dos anseios da sociedade. A mobilidade urbana tem grande impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas. Quando problemática, custa caro ao Estado e à sociedade, em virtude das perdas que proporciona. As pequenas e as médias empresas podem e devem adotar práticas para evitar que seus funcionários apresentem sintomas como estresse e que a empresa perca produtividade.

Para minimizar esse tipo de consequência, é cada vez mais frequente empresas adotarem horários flexíveis de entrada e saída, home office ao menos um dia por semana, incentivos para a utilização de transportes alternativos e também o hábito da carona coletiva. Para os empreendedores, recomendo que encarem a mobilidade urbana, incluindo a logística de produtos e serviços, como um indicador de gestão com as seguintes variáveis: redução de custos, baixa emissão de carbono e felicidade das pessoas.

Além disso, recomendo que identifiquem oportunidades de expansão dos negócios em comunidades já economicamente ativas e mais afastadas dos grandes centros.

sérgio_nigro

Coluna “Papo empresarial”

Sergio Nigro Sergio Nigro é paulistano, empresário, engenheiro mecanico naval, administrador de empresas, jornalista e colunista da Rede Brasil Diário, sucursal São José dos Campos
Contato: colunistasergio@hotmail.com

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