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20 de junho de 2016 23:55

Número de empresas no país cai pela primeira vez

Sergio Nigro

Por Papo Empresarial

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O Brasil perdeu 289 mil empresas em 2014, a primeira desde o início da série histórica, em 2007, do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maioria das empresas que não resistiram à crise era de pequeno porte sendo a maioria dos setores de comércio e da indústria de transformação.

Provavelmente, os trabalhadores que perderam seus empregos nas empresas que fecharam foram absorvidos por empresas maiores, já consolidadas, que têm mais condições de sobreviver a períodos de crise..

O número de sócios e proprietários recuou 3,9% (283,8 mil), que também podem ter sido, em boa parte, absorvidos pelo mercado, entrando como pessoal assalariado.

Em 2014, pelo quinto ano consecutivo, o comércio, a reparação de veículos automotores e de motocicletas concentrou a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 9,3 milhões de pessoas. O setor com maior participação em salários e outras remunerações foi administração pública, defesa e seguridade social.

Os menores salários médios mensais foram pagos por alimentação, atividades administrativas e serviços complementares e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas. Essas atividades, que pagaram salários médios mensais menores, absorveram juntas 33% do pessoal ocupado assalariado.

O salário das mulheres era equivalente a 80% do salário dos homens em 20014.sendo que a média salarial para homens era de R$ 2.521,07 e para mulheres, de R$ 2.016,63. A administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado.

Nas entidades empresariais predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado.

O número de mulheres vem crescendo ano a ano sendo, nas empresas públicas, a entrada é facilitada pelos concursos, em que o mérito é que conta, mas a participação feminina também está crescendo nas empresas privadas, embora em menor número. Em 2009, 42% dos assalariados brasileiros eram mulheres e em 2014 o percentual subiu para 43,5%.

Nas entidades sem fins lucrativos, a participação das mulheres assalariadas aumentou de 52,8% para 55,6% no mesmo período. Por nível de escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior recebeu R$ 1.639,04, uma diferença de 205%.

Em relação à escolaridade, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (43,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,9% nas entidades empresariais e 71,2% nas entidades sem fins lucrativos.

A Região Sudeste concentrava 51,6% (2,9 milhões) das unidades locais, 50,5% do pessoal ocupado (27,9 milhões), 50,2% do pessoal assalariado (24,2 milhões) e 54,4% (R$ 799,8 bilhões) dos salários e outras remunerações.

O Sul do país foi a segunda região com maior número de unidades locais (22%) e em salários e outras remunerações (16,1%), mas ficou na terceira posição em relação a pessoal ocupado total ou assalariado, com 17,8% e 17,2% respectivamente.

A Região Norte ficou na segunda posição em pessoal ocupado (17,9%) e em pessoal ocupado assalariado (18,5%) e ficou na terceira colocação em número de unidades locais (15,1%) e em salários e outras remunerações (14,4%).

A Região Centro-Oeste ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte na quinta colocação, com os menores valores.

ciruvale

 

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