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12 de maio de 2016 22:13

Um em cada dez inadimplentes contratam empresas para limpar nome

Sergio Nigro

Por Papo Empresarial

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Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou que um em cada dez brasileiros que estão ou estavam inadimplentes há no máximo doze meses já contrataram empresas para limpar seu nome.

O estudo mostra que em metade desses casos, o problema não foi resolvido com a contratação.  Considerando ainda os inadimplentes que não tiveram o nome limpo pela empresa contratada, apenas 27,5% conseguiram reaver todo o dinheiro investido, sendo que a maioria não teve o valor devolvido.

Os resultados da pesquisa mostram que o consumidor precisa refletir antes de contratar uma empresa para limpar o nome.  É um momento em que a pessoa está sentindo os efeitos da restrição ao crédito e com dificuldade para comprar. É comum que a ansiedade de ter o nome limpo leve o consumidor a agir sem pensar, o que traz dois riscos imediatos.

Primeiro o de ser vítima de uma empresa com más intenções, que pode apenas tomar o dinheiro da pessoa, sem oferecer resultados e segundo, o de pagar por um serviço sem saber as condições acordadas no contrato, sobretudo no que se refere à devolução do dinheiro, em caso de insucesso.

Entre os entrevistados que contrataram empresas para limpar o nome, seis em cada dez afirmam não saber quanto pagaram por este serviço, e entre os que sabem a quantia média dispendida foi cerca de R$ 3.400,00.

Ainda que quase metade dos que contrataram uma empresa considerem que valeu a pena por terem conseguido tirar o nome dos cadastros de proteção ao crédito, outros 25% consideram que não valeu a pena, pois a dívida ficou mais cara do que se a pessoa tivesse resolvido o problema direto com o credor.

Buscar informações e negociar diretamente com o credor pode ser bem mais vantajoso e também pode ser feito pelo próprio consumidor.

Ao tentar um acordo pessoalmente, ele sabe que todo o dinheiro envolvido no processo será empregado na quitação do débito, além disso, ninguém melhor do que a própria pessoa para avaliar as condições oferecidas pelo credor.

A pesquisa do SPC Brasil mostra que a experiência de ter o nome sujo fez com que muitos consumidores mudassem a forma de administrar o seu orçamento financeiro.

Para a maioria dos entrevistados que contrataram empresas para limpar o nome, o controle dos gastos foi a mudança de comportamento adotada.

Em seguida, aparecem evitar o uso do cartão de crédito, cancelar o cartão e comprar quando podem pagar à vista.

De fato a diminuição do uso ou cancelamento do cartão é uma ótima ajuda para quem precisa controlar os gastos parcelados ou para quem ainda não tem um planejamento financeiro adequado.

Essas medidas têm impacto imediato na vida dos consumidores e isso já é refletido no orçamento do mês.

Contato: colunistasergio@hotmail.com
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