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23 de outubro de 2016 10:48

RISCOS

Da coluna ‘Viver Bem’, por Leonardo Ascimann

Por Viver Bem

Leo

A coluna dessa semana escrevo de Goiânia-GO, de um quarto de hospital olhando minha noiva dormir tranquilamente. Vim acompanhá-la em uma cirurgia que ela fez, e os últimos dias aqui me fizeram pensar em algumas coisas essenciais da vida.

Por mais simples que seja a cirurgia, gera uma tensão em todos da família e amigos. Claro, ficamos preocupados com o que pode acontecer de ruim. Temos a tendência de esperar o pior. Quem sabe seja o medo em nós, a preocupação, o desespero só de pensar na possibilidade real de nunca mais termos conosco as pessoas que amamos. Pensamos no risco!

Como você tem encarado os riscos na sua vida? Será que este é um assunto apenas de salas de cirurgia? É claro que não. A vida é cercada de riscos. Mas será que todos são assim tão perceptíveis? Será que entendemos o risco que corremos, por exemplo, quando deixamos de falar para as pessoas que nós as amamos? Quando ignoramos nossos filhos que querem brincar conosco? Ou quando a esposa corta o cabelo e a gente nem percebe? Arriscadíssimo meu amigo! rs

Mas são riscos geralmente passados despercebidos e notados em meio a lágrimas de arrependimento após anos e anos de erros consecutivos, com a surpresa de chegar em casa e não encontrar mais a esposa (o); apenas um bilhete de despedida. Surpresa de um filho que cresceu sem se perceber, da vida que se foi, do tempo que se passou, assim, tão rápido! Que risco…

A vida é cercada desses pequenos riscos, que ao longo do tempo se tornam maiores que uma incisão de cirurgia, mais cortantes que a lâmina de um bisturi. O mesmo cuidado que temos quando lidamos com o risco de uma cirurgia, devemos lidar com o risco de perder a vida entre os dedos! De não vivê-la inteiramente! De não amar intensamente! De não cuidar com amor àqueles que nos cercam!

Como você tem cuidado da sua família? Dos seus amigos? Como tem lidado com o risco iminente de eles viverem sem o seu amor?

Por isso, hoje, brinque com seu filho mesmo cansado do trabalho, abrace sua esposa como quando eram namorados, ore a Deus como da primeira vez que falou com Ele! Dedique tempo, o seu melhor tempo para quem merece o melhor de você!

E fico por aqui, tenho que acordar minha noiva pra dar remédio pra ela. Caso contrário, corro o risco de deixá-la doente. Mais ainda, corro o risco de deixar de demonstrar amor ao cuidar dela nesse momento delicado!

Forte Abraço!

( Publicado em: 6 fev, 2013 às 10:48)

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