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12 de julho de 2015 11:06

Sobrevivência das pequenas e microempresas

Por Papo Empresarial

sergio nigro banner sombra

pme

O índice de pequenas e microempresas criadas no Brasil que sobrevivem aos primeiros dois anos de existência é 76%, de acordo com o estudo Sobrevivência das Empresas feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que apontou que todos os setores analisados aparecem com sobrevivência acima de 70%.

As indústrias são as empresas com mais sucesso nos primeiros dois anos com 80% ativas, depois comércio com 78%, construção civil com 72,5% e serviços com 72%.

Para fazer o censo, o Sebrae avaliou as bases cadastrais da Receita Federal entre os anos de 2007 e 2010, abrangendo um universo de 500 mil empresas por ano. A região com maior taxa de sobrevivência é a Sudeste.
Em seguida aparecem Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

As pequenas e microempresas concentrando 52% do saldo de empregos formais e 40% da massa salarial e são responsáveis por 25% do PIB do país e por 70% das novas vagas geradas mensalmente. São ainda responsáveis por 1% das exportações. Os primeiros dois anos são os mais difíceis de serem ultrapassados e continuar no mercado. Passado esse período, são grandes as chances de permanência.

É necessário estar atento, pois, de cada dez empresas abertas, sete são oportunidades e apenas três por necessidade.
O Brasil passou daquela fase na qual as pessoas passavam a ser empreendedoras por falta de alternativa no mercado de trabalho. Hoje não é mais assim e isso justifica esse índice de sobrevivência maior.

Há mais gente entrando no mercado, gente mais preparada e há ainda, um grande mercado interno consumidor, do qual essas empresas são dependentes em quase 100%. Quando comparado a outros países analisados no estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 15 países, o Brasil supera países como o Canadá, Áustria, Espanha, Itália, Portugal e Holanda e fica atrás apenas da Eslovênia, que tem taxa de sobrevivência das empresas nos primeiros dois anos, de 78%.

Às vezes você tem uma idéia, mas não a coloca em pé, porque é preciso estudar a viabilidade do projeto financeiramente, o mercado onde se pretende colocar o negócio, aliando a isso a capacidade de correr riscos.

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Coluna “Papo empresarial”

Sergio Nigro Sergio Nigro é paulistano, empresário, engenheiro mecanico naval, administrador de empresas, jornalista e colunista da Rede Brasil Diário, sucursal São José dos Campos.

Contato: colunistasergio@hotmail.com

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