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25 de abril de 2016 12:29

Jogos Olímpicos Rio 2016 – cerimônia grega

Cerimônia em Olímpia marca o ponto de partida para um revezamento que vai percorrer 334 municípios no Brasil e chegará ao Rio para a abertura dos Jogos Olímpicos

Por Redação Silvia Helena

Depois de uma passagem pela Grécia e pela Suíça, o fogo olímpico chegará ao Brasil no dia 3 de maio.

No ritual milenar, a atriz Katerina Lehou, representando a sacerdotisa do templo de Hera, acendeu a chama Olímpica com a “skaphia” – suporte de espelho côncavo que converge os raios para um ponto específico. A cerimônia contou ainda com a participação de 29 atores e 13 dançarinos. A chama foi passada para o primeiro participante do revezamento da tocha, o ginasta grego Eleftherios Petrounias.

Petrounias abriu oficialmente o revezamento da tocha e passou pelo Monumento Pierre de Coubertin. Em seguida, entregou a chama olímpica ao brasileiro Giovane Gávio, bicampeão olímpico de voleibol. Giovane não escondeu sua felicidade por participar desse momento histórico. “Estou muito emocionado. Está até difícil falar. Receber a tocha aqui neste lugar sagrado é único, fantástico”, disse ao site oficial do Rio 2016.

Também ao site Rio 2016, ele deu um recado a todos os atletas que disputarão os jogos do Rio de Janeiro, sobretudo os brasileiros. Giovane exaltou ainda o esporte como mecanismo de união dos brasileiros, sobretudo no momento atual de polarização política do país.

“Quero agradecer e dizer a todos os atletas que estaremos torcendo muito por eles nos Jogos. Vai ser fantástico. Mas esporte não é só conquista de medalhas. Junto com a educação e com seus valores, pode transformar a vida de crianças, jovens e adultos. Principalmente no momento em que estamos vivendo no país, precisamos resgatar nossa unidade. No fundo, somos todos brasileiros”.

A cerimônia de acendimento da chama olímpica foi conduzida pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach. “A chama Olímpica vai espalhar valores de tolerância, solidariedade e paz. Em um mundo abalado por crises, a mensagem de que a humanidade é maior do que as forças que nos separam é mais relevante do que antes”.

Após o acendimento da chama Olímpica, ela viajará pela Grécia por seis dias, sendo levado por 450 pessoas e percorrendo cerca de 2.234 quilômetros. Em seguida, a chama segue para Genebra, na Suíça, para uma cerimônia da Organização das Nações Unidas (ONU). No dia 30 de abril a tocha será levada ao Museu Olímpico, em Lausanne, também na Suíça, onde fica a sede do COI. De lá segue para o Brasil, onde desembarca em Brasília no dia 3, para uma verdadeira peregrinação por mais de 300 cidades.

Agência Brasil

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