São José dos Campos Diário - Conteúdo interativo de notícias, vídeos, esportes, lazer, blogs e jornalismo
09 de julho de 2016 23:56

CNI defende mudanças previdenciárias e nas leis trabalhistas

Por Papo Empresarial

sergio nigro banner sombra

Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e com cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que, para o governo melhorar a situação do déficit fiscal, serão necessárias “mudanças duras” tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas e citou como exemplo a França, onde as leis trabalhistas estão sendo discutidas.

No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal e as centrais sindicais tentam passar esse número para 40.

A França, que tem 36, passou para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho (na verdade, são 60 horas semanais).

A razão disso é muito simples pois a França perdeu a competitividade de sua indústria cnicom relação aos demais países da Europa.

Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade.

O mundo é assim e temos de estar aberto para fazer essas mudanças.

Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível..

Ao considerar que, em 2016, o déficit será R$ 170 bilhões, a conclusão é que haverá, em algumas áreas, crescimento de despesas governamentais e, fica claro que a iniciativa privada está ansiosa para ver medidas duras, difíceis de serem apresentadas.

Robson Andrade defendeu a implementação de reformas trabalhistas e que sejam apresentadas “no menor tempo possível”.

Robson Braga de Andrade reiterou a posição da CNI, contrária ao aumento de impostos.

O Brasil tem muito espaço para reduzir custos e ganhar eficiência para melhorar a máquina pública antes de pensar em qualquer aumento de carga tributária.

Acho que seria ineficaz e resultaria, neste momento, na redução das receitas, uma vez que as empresas estão em uma situação muito difícil.

Também presente no evento, a presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, informou que o banco investiu R$ 6 bilhões em inovação nos últimos dois anos.

O Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), a MEI, com quem Temer se reuniu, agrega mais de 100 líderes empresariais das maiores empresas do país.

Com o objetivo de formular propostas de políticas públicas e estimular e construir nas empresas um ambiente em que a inovação ocupe um papel central de forma a gerar empregos e inserir de forma mais efetiva a indústria brasileira nas cadeias globais de valor.

Para 2016, a MEI tem como agenda prioritária a atualização do marco regulatório da inovação, o aperfeiçoamento do marco institucional da inovação, aprimoramento dos mecanismos de financiamento à inovação, estruturação da inserção global de empresas brasileiras via inovação, modernização do currículo das engenharias e o fortalecimento da atuação de pequenas e médias empresas inovadoras.

sergio-nigro-patroc-tempero

Comentários

*Todos os comentários são moderados. Isso quer dizer que nós lemos todas opiniões e damos preferência para aquelas que agregam mais informação, que tenham personalidade e que não ataquem o autor ou outros leitores do site. O seu email não será publicado ou comercializado.*