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28 de setembro de 2016 12:41

Embraer tem 1.400 adesões ao PDV

Sergio Nigro

Por Papo Empresarial

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PDVV

Como já falamos em edição anterior, o Plano de Demissão Voluntária (PDV) é um instrumento utilizado tanto pelas empresas particulares quanto pelas estatais, como uma forma de enxugamento do quadro de pessoal, visando otimização dos custos e racionalização na gestão de pessoas.

A Embraer anunciou que encerrou o plano de demissões voluntárias (PDV), aberto em agosto, com 1.470 adesões e, a novas inscrições serão avaliadas pela empresa.

Os funcionários que tiverem a participação confirmada serão dispensados na primeira semana de outubro.

O plano foi anunciado no último dia 8 de agosto, como forma de garantir a sustentabilidade da empresa no atual cenário econômico, como parte de uma série de medidas de redução de custos que vem sendo adotada pela empresa, visando superar o cenário desafiador enfrentado hoje pela indústria aeroespacial e garantir a perenidade da empresa.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos criticou a redução do quadro de pessoal.

As demissões são desnecessárias e fruto da política da desnacionalização da Embraer e do envolvimento da empresa num caso de corrupção investigado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, ressaltou o sindicato.

Desde 2010, a Embraer vem sendo investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por suspeita de corrupção em contratos para venda de aeronaves no exterior.

No ano passado, a Embraer começou discussões com as autoridades norte-americanas para assinar um acordo e encerrar o caso.

A companhia fez uma provisão de perdas de US$ 200 milhões, segundo a estimativa para pagamento de uma possível multa.

A empresa nega, no entanto, que o PDV tenha ligação com os problemas judiciais.

O sindicato aprovou no último dia 18 de agosto um plano de luta em defesa do emprego. Os trabalhadores cobram que os governos nas esferas municipal, estadual e federal tomem medidas para evitar as demissões.

Assim como o Sindicato, os trabalhadores defendem que a empresa pare com o processo de transferência de parte da produção para o exterior e que os acionistas arquem com a possível multa de US$ 200 milhões referente ao caso de corrupção, ressalta nota divulgada pelo sindicato.

Os trabalhadores que aderiram ao PDV vão receber uma indenização correspondente a 40% do salário nominal, proporcional ao tempo de empresa, direito a seis meses extras de plano de saúde e odontológico e verbas da rescisão.

Receberão também o apoio em programas de palestras e workhops de qualificação.

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