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14 de setembro de 2016 12:33

Indústria automobilística pode voltar a crescer

Sergio Nigro

Por Papo Empresarial

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anfavea

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores (Anfavea), Antonio Megale, disse hoje estar confiante de que a economia voltará a crescer em 2017, favorecendo a retomada das vendas internas de veículos.

Ao apresentar o balanço sobre o desempenho da indústria automobilística relativo a agosto último, a associação manteve previsão de queda de 19% nos licenciamentos até o final do ano.

Em agosto, a demanda do mercado doméstico aumentou 1,4% sobre julho e, embora no mês anterior as vendas tenham crescimento a uma taxa maior (5,6%), o número de unidades vendidas em agosto foi o mais elevado do ano.

Na avaliação da Anfavea, o resultado só não foi mais expressivo porque as vendas no Rio de Janeiro, que é o terceiro maior mercado no país, sofreu o impacto de dias sem comercialização durante os jogos da Olimpíada Rio 2016.

É evidente a necessidade de reformas estruturais, embora reconheça que algumas irão demandar tempo, como exemplo, as mudanças na previdencia social e nas leis trabalhistas.

Entre as medidas em curto prazo que poderiam estimular os investimentos está o corte nos gastos públicos.

Precisamos avançar nas reforma previdenciária e na legislação trabalhista para o país voltar a gerar empregos e ter crescimento do PIB [Produto Interno Bruto].

Só fato de terem iniciado as discussões já resgata a confiança do mercado tanto de empresários quanto de consumidores que, aos poucos, irão deixar de temer a perda do emprego.

Para compensar o fato de as vendas internas estarem mais fracas, as exportações continuarão sendo uma busca constante para abrir novos nichos no mercado.

As empresas estão de olho no potencial de 90 milhões de unidades que são comercializadas no mercado global.

Para ganhar mais clientes no exterior, é necessário melhorar a infraestrutura e efetuar as reformas que o setor anseia.

Sobre a possibilidade de um aumento de impostos, o Brasil já tem uma carga tributária elevada e que há espaço para uma contenção dos gastos públicos.

A Anfavea manteve a projeção de produção para este ano, que deve ser 5,5% inferior a 2015 com 2,29 milhões de unidades.

Em agosto, houve um recuo de 6,4% com 177,7 mil unidades sobre julho.

O resultado de agosto teve o impacto da paralisação na fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo.

Essa suspensão foi provocada, segundo a montadora alemã, por falta de peças.

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