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20 de outubro de 2016 11:25

Indústria precisa qualificar trabalhadores até 2020

papo empresarial com sergio nigro

Por Papo Empresarial

industria

A falta de preparo do trabalhador brasileiro e o estigma associado aos cursos profissionalizantes, que faz com que muitos jovens ainda prefiram optar pela universidade doque pela escola técnica, criam sérios problemas para as empresas brasileiras na busca por mão de obra.

A taxa de escassez de talentos (mão de obra qualificada) no Brasil é de 63%, quase o dobro da média mundial (36%).

Pesquisa sobre a formação de mão de obra divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Brasil precisará qualificar 13 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico e de qualificação até 2020.

O Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), é uma projeção sobre as necessidades de qualificação do trabalhador da indústria para o período.

Segundo o estudo, será necessário formar 625 mil profissionais no ensino superior, mas as maiores demandas serão por formação de técnicos e qualificação técnica, somando 5 milhões de trabalhadores.

Outros 7 milhões deverão ter qualificações básicas.

Os setores que mais vão demandar formação profissional serão: construção com 3,8 milhões de trabalhadores; meio ambiente e produção com 2,4 milhões; metal/mecânica com 1,7 milhão e alimentos com 1,2 milhão.
Vestuário e calçados; tecnologias de informação e comunicação; energia; veículos; petroquímica e química; madeira e móveis; papel e gráfica; mineração; pesquisa, desenvolvimento e design estão entre os outros setores com grande demanda.

Para o diretor-geral do Senai e diretor de Educação e Tecnologia da
CNI, Rafael Lucchesi, o Brasil precisa de um modelo de educação que favoreça o desenvolvimento econômico e social, a exemplo do que é feito em países desenvolvidos.

Vale a pena fazer a reformulação do ensino médio que está em discussão no Brasil.

A proposta de reestruturação do ensino médio possibilitará que o aluno escolha diferentes trilhas de formação e formação técnica.

No Brasil, apenas 12% da população adulta têm ensino superior e é importante enxergarmos a formação profissional como um caminho importante para a inserção no mercado e para manter a empregabilidade das pessoas que têm acesso à requalificação.
Sem saída, as empresas acabam abrindo mão de exigências como experiência, pós-graduação e fluência no inglês para contratar.

Além disso, oferecem pacotes de benefícios para reter os profissionais já contratados.

Um levantamento, da Fundação Dom Cabral (FDC), em São Paulo, publicado em abril deste ano, diz que nove entre cada dez empresas brasileiras apresentam dificuldades em preencher seus quadros.

A dificuldade de encontrar mão de obra qualificada também tem levado as empresas a intensificar a capacitação do trabalhador no próprio ambiente de trabalho.

Segundo uma sondagem da CNI divulgada no ano passado, 81% das empresas utiliza essa estratégia.

Entre as de grande porte, essa taxa sobe para 87%

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