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26 de maio de 2016 17:29

Ministro do Trabalho diz que não tomará medidas sem ouvir trabalhadores

Sergio Nigro

Por Papo Empresarial

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O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que todas as medidas que envolvam os trabalhadores passarão por discussão prévia com a sociedade.

“Nada será imposto ou anunciado, sem que antes seja conversado com o trabalhador. O trabalhador terá seu lugar garantido na mesa, não será surpreendido, será protagonista”, disse o ministro ao visitar a
sede da Força Sindical, na capital paulista.

Segundo Nogueira, as propostas de mudança na Previdência também levarão em conta a posição das centrais sindicais.

Pela fala do ministro [da Casa Civil] Eliseu Padilha, que está liderando o grupo de trabalho onde as centrais foram convidadas a participar, ele foi muito claro no sentido de que as centrais sindicais, representando os trabalhadores, serão protagonistas no texto que, porventura, venha a ser elaborado.

É preciso garantir a sustentabilidade da Previdência Social que é importante porque ela é a garantia do trabalhador no futuro.

A primeira reunião do grupo de trabalho integrado por centrais sindicais e governo para discutir a reforma da Previdência ocorreu na última quarta-feira (18).

Além de Nogueira e Padilha, participaram a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Foram abordados quatro temas: idade mínima para aposentadoria, sustentabilidade da Previdência, igualdade de sexo e a data da vigência das medidas a serem adotadas.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, defendeu que se busque outras formas de arrecadação, antes que sejam apresentadas propostas que mudem as regras para os trabalhadores.

Precisa acabar com as desonerações, com a pilantropia [filantropia desonesta], com o sonegador e fazer o agronegócio pagar.

Além disso, tem outras fontes de receita para a Previdência

Talvez sejam feitas mudanças para os que ainda vão entrar no mercado de trabalho, mas disse que as centrais não vão aceitar alterações para quem já contribui com o sistema atual.

Se tudo isso não resolver o problema, se discutirá uma Previdência para o futuro, para os jovens, para aqueles que começam a trabalhar agora.

Se nada disso for aceito, a proposta que sair do grupo de trabalho deverá ser encaminhada ao Congresso.

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